Mais de 30 Reféns, uma multidão nas ruas e uma fuga sob aplausos: A história real por trás de Assalto À Brasileira
Em dezembro de 1987, o assalto à agência Banestado, em Londrina, mobilizou cerca de 5 mil pessoas e entrou para a história brasileira. Longa dirigido por José Eduardo Belmonte e protagonizado por Murilo Benício e Christian Malheiros estreia em 5 de novembro
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Roberto Tavares
10/23/20262 min read
Na manhã de 10 de dezembro de 1987, um dos episódios mais inusitados da história criminal brasileira começou a se desenrolar no centro de Londrina, no Paraná. Por volta das 11h, sete homens armados e com os rostos encobertos invadiram a principal agência do Banestado, renderam os vigias e anunciaram o assalto. O que parecia ser mais uma ação criminosa se transformaria em um acontecimento acompanhado por milhares de pessoas nas ruas e marcado por um desfecho surpreendente.
É essa história que inspira ASSALTO À BRASILEIRA, novo longa de José Eduardo Belmonte (Alemão), protagonizado por Murilo Benício e Christian Malheiros. Com distribuição da Galeria, o filme chega aos cinemas em 5 de novembro e revisita um caso que ultrapassou os limites de uma ocorrência policial para se tornar um retrato das contradições sociais e econômicas do Brasil no final dos anos 1980.
O assalto que parou Londrina
Naquele dia, mais de 300 funcionários e clientes foram feitos reféns dentro do edifício de três andares. Os criminosos exigiam 30 milhões de cruzados, quantia que equivalia a aproximadamente U$ 10 milhões na época, e um ônibus com os vidros encobertos para garantir a fuga em direção ao estado de São Paulo.
Um dos aspectos mais surpreendentes do caso foi a reação popular. Cerca de 5 mil pessoas se aglomeraram nas imediações do banco para acompanhar o desfecho da ocorrência. Parte da multidão demonstrou apoio aos assaltantes e aplaudiram-os durante o deslocamento até o ônibus utilizado na fuga.
O Brasil atravessava uma grave crise econômica marcada pela inflação e pelo desgaste provocado pelas dificuldades financeiras que atingiam a população. O sentimento negativo em relação ao sistema bancário contribuiu para a reação do público ser positiva como forma de protesto.
O caso real chega às telonas
Em ASSALTO À BRASILEIRA, o diretor José Eduardo Belmonte parte desse acontecimento para construir uma narrativa que acompanha Paulo (Murilo Benício), jornalista recém-demitido que vê no assalto a oportunidade de conseguir um grande furo. Em meio à crise, ele decide intermediar a negociação entre os líderes da quadrilha, Moreno (Christian Malheiros) e Barba (Robson Nunes), e as autoridades. Do lado de fora do banco, o policial Fonseca (Paulo Miklos) conduz as tensas negociações.
Com roteiro de L.G. Bayão (Aumenta que é Rock and Roll), o longa também conta com Fernanda de Freitas e Yohama Eshima no elenco principal. A produção é uma parceria entre Galeria, Santa Rita Filmes e Grupo TeleFilms, com distribuição da Galeria.
Em sua trajetória pelos festivais, o filme conquistou três prêmios no Festival de Brasília: Melhor Ator, para Murilo Benício; Melhor Ator Coadjuvante, para Christian Malheiros; e Melhor Filme pelo Júri Popular. A obra também foi exibida na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival de Cinema Brasileiro de Paris.
ASSALTO À BRASILEIRA estreia em 5 de novembro nos cinemas, com distribuição da Galeria.
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